Quem
usou (e abusou) do MSX
e viveu a segunda era de ouro dos microcomputadores de 8 bits, lá
pelo final dos anos 80, com quase toda certeza
conheceu um pequeno programa para edição gráfica, chamado Graphos
III.
Concebido
para ser um editor gráfico especializado em imagens e figuras para
jogos, desde a sua primeira versão para TRS
80 o Graphos foi se aperfeiçoando
como um complemento ao Editor de Adventures
(que também teve versões para todos os micros importantes).
Mas
a versão para MSX
foi muito além disso e tornou-se uma espécie de padrão nacional
para programas desta categoria. Difícil encontrar um usuário de
MSX que não tenha
conhecido o velho Graphos, tanto na versão inicial
quanto nas versões mais elaboradas, chamadas de PRO.
Do
MSX o programa passou
para o PC, como seria natural dada a popularização desta linha de
equipamentos, já no final dos anos 80. A primeira versão, ainda
para placas CGA, foi integralmente publicado na revista Micro
Sistemas, em dez edições.
Ele
foi o primeiro e único software nacional, escrito totalmente em
linguagem assembler do PC, que teve este tipo de divulgação. Não
apenas serviu como uma ferramenta de criação artística, mas também
representou um papel importante no aprendizado desta poderosa linguagem
de programação. Muitos programadores aprenderam os mistérios do
assembler e do PC simplesmente montando as rotinas e funções gráficos
do programa.
Vieram
depois, no início dos anos 90, mais duas versões: a primeira dedicada
aos PCs com placas VGA, rodando na resolução de 640 x 350
x 16 cores, que teve também um upgrade para controle total
por mouse.
A
segunda e última versão, que chegou a circular como produto acabado,
foi direcionada aos micros PCs com placas SuperVGA
e resolução de 640 x 480 x 256 cores. Foi com essas
versões para PC que foram criadas e editadas as imagens do jogo
Amazônia.
Aqui
na TILT estamos disponibilizando a versão 6.1,
para placas SuperVGA. Mas atenção para um detalhe:
esta versão opera em padrão VESA de acesso direto ao vídeo. Alguns
micros mais modernos não obedecem totalmente às diretrizes do comitê
VESA e o programa pode não apresentar as imagens adequadamente.
Se
este não for o seu caso e se você é um egresso dos tempos do MSX,
então vai ter uma bela surpresa. Tudo estará funcionando como nos
velhos e bons tempos. Será uma excelente oportunidade para ver como
um software genuinamente nacional evoluiu junto com as máquinas.
Lembro apenas que esta versão é de 1993, quando
coisas como multimídia, Hi-Color e True Color ainda eram recursos
inatingíveis para os brasileiros.
No
club TILT estamos
disponibilizando também todas as versões do PC, inclusive
com os fontes em assembler, e as versões do MSX, para rodar em emuladores
e matar as saudades.
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